Cargas perigosas e perecíveis: o que muda no planejamento do embarque
Baterias de lítio, químicos e alimentos refrigerados exigem documentação, embalagem e transportador certos. Um roteiro para não ter a carga recusada.

Uma carga perigosa mal declarada é recusada no terminal, e uma carga perecível mal planejada chega sem valor. Nos dois casos, o problema começa muito antes do embarque.
Cargas perigosas (DG)
- Classificação ONU: cada produto tem número ONU, classe e grupo de embalagem. A FDS (ficha de segurança) atualizada é o ponto de partida.
- Embalagem homologada: caixas e tambores com certificação UN, rotulagem e marcação conforme o modal (IMDG para marítimo, IATA DGR para aéreo).
- Declaração do embarcador: assinada por pessoa treinada. No aéreo, o treinamento é obrigatório e fiscalizado.
- Baterias de lítio: as regras mudam com frequência e variam conforme a bateria está isolada, com o equipamento ou dentro dele. Verifique a versão vigente antes de cada embarque.
Perecíveis e cadeia fria
- Defina a faixa de temperatura e o tempo máximo fora dela, e escolha o equipamento (reefer, contêiner ativo ou passivo, embalagem térmica) de acordo.
- Planeje o pré-resfriamento, a inspeção sanitária e a janela de coleta para reduzir o tempo em solo.
- Use registradores de temperatura com relatório: além de prova em caso de sinistro, ajudam a melhorar o processo.
Erro comum: reservar espaço no navio ou no voo antes de confirmar a aceitação da carga pelo transportador. Nem todo armador e nem toda companhia aérea aceitam todas as classes DG.
A TMLOG tem equipe treinada para cargas perigosas e parceiros com estrutura de cadeia fria nas principais rotas. O planejamento começa com a FDS e a ficha técnica do produto, e termina com a carga liberada no destino na condição certa.



